sábado, 19 de março de 2011

     NãO vOU EsTaR dIzeNDo o SiM

     A linguagem tem seus vícios e cada época produz as expressões da hora. Lembram do "a nível de"?
     Pois então, a nível de repetição, o cansativo "com certeza" é o novo sim.
     - Com certeza!

domingo, 6 de março de 2011

nO iskindô iskindô Do cARnaVaL

     Sem essa de que o mundo contemporâneo só quer os destaques da escola de samba.

     Há vida e potência na Ala das Baianas... o negócio é não se assustar com o gira gira da saia da nêga*! O negócio é rodar a baiana!!!!
     Você acha isso elucubração teórica? Então que tal dar uma passadinha na Unidos da Escola de Frankfurt prum ensaio (ou um essay)?

Spinning the knife (e a baiana) to look for an answer com ajuda do Bukowski
* Estudo antecipado dos verbos: Eu sou nêga, Tu nêgas, Ele nêga, Nós negamos, Vós negais, Eles nêgam!

quinta-feira, 3 de março de 2011



FakE 2:
NóS, dEos E oS cAvALeiRos

O original?
              Somos cópias e originais ao mesmo tempo.
                                   Todos são o que são, mesmo que seja a potência do falso.
                                           Dom Quixote que o diga!                                          


A cópia?
      

     

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

MoLAmbiSmO 2


     Sim, Molambismo é um movimento... e fortíssimo!! O ismo na palavra não está aí à toa, é um novo posicionamento social ou econômico, quiçá político. Não sei. Não respeita classe, simplesmente acontece!
     Molambismo tem essência, o que deixa alguns teóricos pós-alguma-modernidade enraivecidos.
     Para minha amada avó era apenas o conhecido servicinho sujo, de porco, que ela cortava pela raiz com uma baita "chamada" no praticante. Gente grande ou pequena, não importava.
     Hoje, porém, toma ares de economia, de reutilização... haja filosofia barata nesse negócio!

PS. Hoje não tive tempo de colocar uma imagem. Vai molambento mesmo!!
    

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

     MoLamBIsMo 1
    

     No meu livro MICROcoisas (http://www.microcoisasblog.blogspot.com/), criei o termo Gambiarrismo para explicar a modalidade relacional em que tudo se relativiza, em que tudo é ajeitadinho, remendadinho e o enfrentamento de alguma pedra no sapato passa longe. Nada se resolve, posterga-se. Joga-se para debaixo do tapete, só para não ter que...
     Hoje apresento a ideia que venho nutrindo a partir das minhas experiências e observações nesse mundo-de-meu-deos.
     Senhoras e senhores, o primo-irmão do gambiarrismo: o Molambismo. Esse é pra valer! Esse dá trabalho!!! Copiando o blog do Darci: Esse é nosso e ninguém mexe!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

    
                      
nÓs, dEus e A bOLsA


     Eis o fake. Eis o que não é "the" original. O que disso posso aproveitar?
     Bom, sabendo que nossa cultura acomoda-se sobre a necessidade do original, sobre aquele que surgiu primeiro,  estendo-me no olhar cuidadoso e curioso sobre o outro lado: a réplica, aquela que é sem ser.
     Dos objetos à vida e às pessoas, pergunto-me quando e o quanto somos originais e quando somos cópias? Perdemos valor ao descobrirmos que somos considerados cópia do criador maior? Ou essa seria a comprovação de que a cópia é abençoada? Perguntas, perguntas, perguntas...
     Assim ou assado, continuo de olho nos simulacros.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PErdIDa no VaLE Dos PeRDiDos
    

    Eis que me vejo em férias.
    Férias me deixam bolada, encafifada. Parece que todo mundo, menos eu, tem um plano pra isso, sabe aonde ir e o que vai fazer. Pois eu, não.
     Fico largada, e sem nenhuma grande alternativa. Vejo o pessoal dizendo isso e aquilo; que foi pra lá, que viu tudo, visitou acolá e que tudo já estava devidamente marcado, planejado e esperado.
     É claro que também pude fazer outras coisas além de levitar desplanejadamente, mas foi um pouco ao acaso. Foi acontecendo... e também foi bom.
     Perdida? Hm... sim, mas nos engarrafamentos, nos playcenters, nas praias, nos aeroportos, na loucura do prazer sazonal permitido, há mais perdidos no Vale dos Perdidos das férias.